Ataques de Pânico

Às vezes, quando sentimentos de medo e ansiedade são em excesso e nos sobrecarregam, podemos experienciar um ataque de pânico.

Um ataque de pânico é uma resposta exagerada do nosso corpo ao medo ou ao stresse. De repente, somos invadidos/as por um conjunto de sensações intensas como o batimento rápido do coração, sensação de desmaio, suores, náuseas, dores no peito, dificuldade em respirar ou sensação de perder o controlo. Podemos também pensar que estamos a enlouquecer, a desmaiar ou a ter um ataque cardíaco. Podemos até ficar convencidos/as de que vamos morrer, o que torna esta experiência ainda mais assustadora.

Cerca de 30% das pessoas terá pelo menos um ataque de pânico na vida.

Os ataques de pânico podem acontecer sem razão aparente, mas também em situações que nos provocam ansiedade e stresse – por exemplo, situações de conflito, em que tenhamos de falar em público ou que nos recordem algo do passado que nos provocou sofrimento. Perante estas situações, podemos começar a ter “medo de ter medo” e passar a evitar situações em que acreditamos poder vir a ter um ataque de pânico – por exemplo, deixando de ir a determinados sítios – ou a ter comportamentos de segurança que acreditamos que nos ajudam a ultrapassar os sintomas – por exemplo, andar sempre com um calmante no bolso. Estes comportamentos dão-nos uma sensação de protecção, mas não resolvem os motivos por detrás dos ataques de pânico.

Os ataques de pânico acontecem e atingem o seu pico rapidamente, durando normalmente entre 5 a 20 minutos.

Quando experienciamos vários ataques de pânico de forma completamente imprevisível ou sem conseguir utilizar estratégias para os evitar, podemos desenvolver uma Perturbação de Pânico e viver no medo constante de ter um novo ataque. Essa pode trazer tanta ansiedade que causa, de facto, um novo ataque de pânico.

Existem, contudo, algumas coisas que podemos fazer para reduzir a ansiedade perante um ataque de pânico, por exemplo:

  • Reconhecer que estamos a ter um ataque de pânico, e não outro problema (por exemplo, um ataque cardíaco ou uma quebra de tensão).
  • Concentrarmo-nos na respiração, tentando respirar lentamente, lembrando que, passado algum tempo, a ansiedade começa a descer naturalmente.
  • Tentar encontrar um foco alternativo, concentrando a atenção numa outra coisa (por exemplo, comendo algo doce ou salgado e atentando às sensações e ao sabor).
  • Ligar a um/a amigo/a ou a um familiar.

Contudo, pode ser muito difícil evitar os ataques de pânico ou lidar sozinho com eles. A sua intensidade e frequência podem aumentar ao longo do tempo e começar a interferir cada vez mais com as nossas rotinas e qualidade de vida.

No entanto, existem vários tratamentos eficazes para a perturbação de pânico. A esmagadora maioria das pessoas que recebe tratamento adequado recupera totalmente da Perturbação de Pânico. Procure ajuda.

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