Problemas do Comportamento Alimentar

Todos/as temos diferentes hábitos alimentares e é normal que a forma como comemos seja afectada quando nos sentimos sob pressão, em sofrimento ou em stresse. Podemos perder o apetite, comer demasiado ou ter vontade de comer um alimento em particular (por exemplo, chocolate). Quando essas situações passam, voltamos a comer normalmente.

No entanto, se durante um período de tempo mais longo comemos muito pouco ou em demasia, a comida pode tornar-se cada vez mais importante na nossa vida e, nalguns casos, na coisa mais importante. Podemos negar comida a nós próprios quando temos fome,  comer constantemente ou comer compulsivamente. Podemos pensar constantemente em comida ou estar constantemente preocupados com a alimentação, o exercício físico, o peso ou a forma do corpo. Nestes casos, podemos ter um problema alimentar.

Desta forma, a alimentação pode afectar negativamente a nossa vida. Mas não se trata apenas de “comida” e “comer”. As perturbações alimentares também dizem respeito a problemas complexos e a sentimentos dolorosos – difíceis de expressar, confrontar e resolver. Às vezes, focando-nos na comida estamos a desviar a (nossa) atenção de outros problemas. Os problemas alimentares associam-se, com frequência, a outros problemas de Saúde Psicológica (ansiedade, depressão, suicídio) e podem também colocar em risco a Saúde física ou a própria vida.

Os problemas alimentares mais frequentes são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar. Todas elas implicam uma preocupação exagerada com a alimentação, o exercício físico, o peso ou a forma do corpo

Quando temos uma ANOREXIA podemos sentir que aquilo que comemos, se comemos e quando comemos é a única parte da nossa vida sobre a qual temos controlo. Ganhar peso significa perder esse controlo e por isso, não comer e perder peso pode ser a única forma de nos sentirmos seguros. Acreditamos que temos peso a mais, mesmo em estados de magreza extrema ou quando toda a gente nos diz que estamos demasiado magras/os. Por isso, ficamos obcecados/as com a perda de peso e continuamos a recusar-nos a comer, a contar calorias do que comemos, a esconder a comida, a fazer exercício em excesso, a usar medicamentos para reduzir o apetite ou acelerar a digestão ou a usar roupas largas.

A ANOREXIA pode afectar a forma como pensamos e como nos sentimos: podemos ter sentimentos negativos, um baixo sentido de auto-estima, medo da rejeição e uma auto-imagem distorcida. Por vezes, a perda de peso é tão acentuada que pode ameaçar a própria vida.

A anorexia é um problema de saúde mental grave que pode colocar a nossa vida em risco. Mas existem tratamentos eficazes, que nos permitem levar uma vida normal e saudável.

A BULIMIA corresponde a um ciclo de episódios de ingestão compulsiva (em que nos sentimos compelidos a comer muita comida num curto espaço de tempo), seguidos de episódios de compensação (em que nos tentamos livrar dos efeitos de termos comido muito) durante os quais podemos provocar o vómito, fazer exercício físico excessivo ou usar laxantes e diuréticos para diminuir sentimentos de culpa e vergonha pela ingestão exagerada de alimentos. No entanto, esta ingestão pode ser subjectiva: podemos sentir que nos descontrolámos depois de comer uma bolacha.

Também na BULIMIA, as preocupações com o controlo do peso e porções ingeridas são constantes. Contudo, como o peso não se altera muito e as pessoas com bulimia tentam esconder os seus comportamentos, este problema não é muito visível ou fácil de identificar.

Existem ainda situações em que COMEMOS COMPULSIVAMENTE quando nos sentimos “em baixo” e precisamos de apoio emocional, quando nos sentimos infelizes e comemos como forma de conforto. Podemos passar o dia a comer sem conseguirmos parar ou dar por nós a comer uma quantidade exagerada de doces enquanto vemos televisão. Como consequência, é provável que tenhamos peso a mais e possamos desenvolver problemas de Saúde física por causa disso.

Ter um problema com a alimentação não é raro (cerca de 9% da população mundial sofre, em algum momento da vida, de um problema alimentar), nem deve ser motivo de vergonha. Qualquer pessoa, de qualquer género ou idade pode ter uma perturbação alimentar.

No entanto, os problemas alimentares podem afectar negativamente a nossa vida e é muito difícil resolvê-los sozinho/a. Para além do sofrimento psicológico que provocam, são os problemas de Saúde Psicológica com mais elevado risco de mortalidade, pelo que a procura precoce de ajuda é essencial.

Existem tratamentos eficazes para as perturbações alimentares, que nos permitem levar uma vida normal e saudável. Procure ajuda.

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