Psicólog@s e Outros Profissionais de Saúde

Investigação em Saúde Psicológica

A Saúde Psicológica é essencial para alavancar o desenvolvimento individual, social e económico, por isso a construção de conhecimento sobre Saúde Psicológica, em todos os contextos de vida, é crucial.

O papel das Psicólogas e dos Psicólogos na investigação é particularmente relevante e pode contribuir decisivamente para a melhoria global da Saúde, do bem-estar e da qualidade de vida dos cidadãos portugueses; para a adopção de comportamentos e estilos de vida saudáveis; para o aumento da resiliência e da longevidade e a diminuição da mortalidade e dos comportamentos de risco; para a redução das desigualdades e a melhoria do sucesso educativo e da produtividade laboral.

A produção de evidências científicas na área da Ciência Psicológica pode dar um contributo essencial à construção de políticas públicas que informem tomadas de decisão sustentáveis e considerem a Saúde Psicológica e o desenvolvimento das pessoas.

Neste sentido, a OPP disponibiliza aos Psicólogos e Psicólogas uma medida de Apoio à Investigação em Saúde Psicológica.

Nesta página encontra os Projectos de Investigação apoiados por esta medida. Não só aqueles que estão em curso e relativamente aos quais pode aceder aos respectivos questionários, mas também, de futuro, os resultados obtidos.

PROJECTOS DE INVESTIGAÇÃO EM CURSO

O inquérito “Covid, Sono, Saúde e Hábitos-4ª vaga” é dirigido à população geral, com relevo especial para aqueles que atravessam as graves dificuldades. Vamos avaliar as repercussões da COVID-19 e das crises social e económica associadas, sobre a saúde física e mental, hábitos, comportamentos e atitudes e circunstâncias vividas. Inquéritos da 1ª vaga, e publicados em revistas internacionais, permitiram a definição de recomendações baseadas em evidências científicas, que são substratos para ultrapassar melhor as dificuldades. 
O estudo é promovido pelo CENC, Centro de Medicina do SONO, pelo iSleep (www.isleep.pt), CHRC (Comprehensive Health Research Center da (UNL), ISAMB (Instituto de Saúde Ambiental) da (FMUL), Universidade Lusíada, Universidade Fernando Pessoa, CIEP (Centro de Investigação em Educação e Psicologia), Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e Aventura Social
Clique aqui para aceder ao questionário.

O presente estudo tem por objetivo adaptar e validar a Biased Attitude Scale (Watts, Medeiros, McIntosh & Mulhearn, 2020) para o português de Portugal. O projeto integrará diversas fases, desde a aplicação dos métodos de tradução-retradução, até aos procedimentos estatísticos finais, a partir da recolha de dados numa amostra de psicólogos portugueses. 
É esperado apresentar resultados que permitam avaliar as propriedades psicométricas da versão portuguesa da BiAS, com vista à validação para a população portuguesa. Discutiremos sobre as implicações práticas dos resultados, bem como sobre a pertinência do instrumento, como ferramenta auxiliar na avaliação-diagnóstico e investigação no campo da tomada de decisão ética e do treino ético.

Clique aqui para aceder ao questionário.

Vários estudos demonstram que a profissão de psicólogo clínico tem diversos riscos psicossociais associados, não só os stressores da vida pessoal e a história de vida e vulnerabilidades, como também os desafios específicos da profissão – o contacto constante com o sofrimento de outros e a uma maior tendência para trabalhar de forma isolada (e.g., Wise & Barnett, 2016). 

O uso adequado de estratégias de autocuidado por parte dos psicólogos clínicos tem um efeito positivo na redução do impacto destes riscos e na promoção do bem-estar (e.g., Wise & Barnett, 2016). O uso de estratégias de autocuidado no contexto da psicologia clínica deve ser visto como um imperativo ético e uma prática tão relevante como qualquer técnica terapêutica (Norcross & VandenBos, 2018). Neste sentido importa perceber que variáveis podem influenciar o uso de estratégias de autocuidado de forma a ajudar a desenvolver modelos e contextos de treino que promovam esta prática. Freitas e Silva (in prep.) demonstraram a associação entre o autocuidado e as necessidades psicológicas, verificando-se um papel mediador da dimensão desenvolvimento profissional do autocuidado na relação entre as necessidades psicológicas e o bem-estar psicológico. Um outro construto atualmente destacado na literatura que parece desempenhar um importante papel na forma como as pessoas lidam com eventos potencialmente stressantes e com impacto no bem-estar é a autocompaixão (Neff, 2003). A autocompaixão parece predizer a regulação das necessidades psicológicas e medeia a relação entre esquemas emocionais e necessidades psicológicas (Faustino et al. 2018). A auto compaixão parece influenciar não só o autocuidado, mas também se apresenta em si como uma prática de autocuidado (Nelson et al.,2018). Neste estudo pretende-se compreender as relações entre o autocuidado, a regulação da satisfação das necessidades psicológicas, o bem-estar psicológico e a auto-compaixão em psicólogos clínicos/psicoterapeutas e estagiários de psicologia clínica.

Clique aqui para aceder ao questionário.

O estudo “Atitudes e preferências dos psicólogos relativamente às intervenções psicológicas combinadas para crianças com problemas de ansiedade e depressivos” corresponde à primeira fase do projeto de investigação: Protocolo Unificado para o tratamento transdiagnóstico das perturbações emocionais das crianças (PU-C)- Estudo multicêntrico para avaliar a aceitabilidade, viabilidade e eficácia da versão combinada do programa em Portugal. 

O PU-C é uma intervenção informada pela evidência dirigida à redução da sintomatologia ansiosa e depressiva das crianças e que tem a vantagem de ser uma intervenção grupal aplicável a diferentes problemáticas de ansiedade e de humor, permitindo, assim, a redução de custos para as instituições e aliviando a sobrecarga dos terapeutas, tornando-se mais facilmente implementável. O objetivo principal do projeto mais alargado será desenvolver e estudar a versão combinada do PU-C, que integrará sessões presenciais e online num único protocolo de tratamento. Espera-se que o desenvolvimento de uma versão combinada seja eficaz em relação à diminuição da sintomatologia de ansiedade e depressiva e melhore o custo efetividade da intervenção (e.g. menos deslocações das famílias; menor sobrecarga dos terapeutas, etc.). 

Uma vez que as intervenções eHealth, incluindo as combinadas, não estão disseminadas nem implementadas nos serviços de saúde portugueses, começaremos por investigar as preferências e a aceitabilidade dos profissionais de saúde em relação às intervenções psicológicas combinadas para os problemas emocionais na infância, bem como as atitudes dos mesmos relativamente às práticas baseadas na evidência.

Clique aqui para aceder ao questionário.

No estudo “Burnout nos/as Psicólogos/as em Portugal: Prevalência, Antecedentes e Consequentes” as respostas obtidas permitirão aprofundar o conhecimento sobre os factores de stresse profissional que os/as Psicólogos/as enfrentam e os seus impactos na sua Saúde Psicológica. Os resultados poderão revelar a prevalência desta síndrome no grupo profissional e servir para informar estratégias de prevenção.

Clique aqui para aceder ao questionário.

A resposta ao estudo ‘Práticas de (Auto-)Cuidados de Saúde em Portugal e Factores Associados’ permitirá conhecer as atitudes e os factores internos/externos que influenciam a utilização de Medicina Tradicional, Medicina Alternativa e/ou Complementar e Medicina Integrativa por parte das/dos Psicólogas/os, de forma a desenvolver políticas nacionais e planos estratégicos que informem a integração destas intervenções nos Serviços de Saúde.

Clique aqui para aceder ao questionário.

Não existem, em Portugal, instrumentos aferidos para avaliação da fadiga em pacientes oncológicos. A resposta ao protocolo de avaliação do Multidimensional Fatigue Symptom Inventory – Short Form, por parte de população oncológica e de população não clínica, possibilitará o desenvolvimento de uma medida válida e fiável para avaliar a fadiga, passo essencial para a decisão clínica na gestão de fadiga, componente fundamental nos planos de tratamento oncológico.

Clique aqui para aceder ao questionário.

A finalidade da investigação passa por analisar a prevalência do consumo de tabaco nos profissionais de Psicologia Clínica e da Saúde, o impacto deste nas suas práticas profissionais e analisar o impacto da autoeficácia profissional nas práticas clínicas de quem consome tabaco vs não consome contribuindo, deste modo, para a melhoria das intervenções realizadas a este nível e sua eficácia.

Clique aqui para aceder ao questionário.

A transição para a (grã)parentalidade é um momento-chave do ciclo de vida que impõe desafios individuais, conjugais/parentais e familiares. O presente estudo tem como objectivo investigar a adaptação familiar, conjugal, parental e individual durante o primeiro ano de (grã)parentalidade (em contexto de pandemia COVID-19) e compreender as vivências (com ênfase nos rituais familiares) das duas gerações mais envolvidas nos cuidados ao bebé.

https://ulfp.qualtrics.com/jfe/form/SV_db8tV5NKUWRChsG

 

Nos últimos anos os riscos psicossociais têm ganho maior atenção em todas as áreas laborais. No entanto, sobre os riscos enfrentados pelos cuidadores informais, que contribuem significativamente para o bom funcionamento do sector da saúde, não existe literatura científica. Este estudo tem como principal objectivo identificar os factores de risco psicossociais a que estão sujeitos os cuidadores informais e, com isso, poder contribuir para o conhecimento da realidade dos mesmos.

https://isctecis.co1.qualtrics.com/jfe/form/SV_1MqtS9bhBBjsr54

O presente estudo pretende averiguar a associação entre a qualidade do sono, a autocompaixão, e o autocuidado em psicólogos clínicos e psicoterapeutas portugueses, em contexto de Pandemia COVID-19 – período que representou um acréscimo nas exigências pessoais e profissionais. Outro objectivo desta investigação passa por compreender como melhorar a Saúde Psicológica e Qualidade de vida dos psicólogos.

https://ci.ual.pt/inqueritos/index.php/988541?lang=pt

A presente investigação pretende identificar, em simultâneo, factores de risco e que protegem a saúde mental das pessoas com Doenças Neurodegenerativas (ou seja, doenças crónicas), com o objectivo de contribuir e melhorar as intervenções clínicas (prevenção e tratamento. Em simultâneo, vão ser validados vários instrumentos de avaliação para as variáveis em estudo. Para participar nesta investigação, basta fazer um contacto com carolina.rita.fg@gmail.com ou ligar para 917438945.

A investigação científica com substâncias psicadélicas tem, nas últimas décadas, passado pelo chamado ‘renascimento’ focando-se predominantemente no potencial terapêutico dos psicadélicos para condições de saúde mental (Sessa 2021). A terapia assistida por psicadélicos está a ser estudada no âmbito de várias condições de saúde mental, física e comportamentos relacionados. A evidência actual indica que a terapia assistida por psicadélicos é segura e é um potencial tratamento para várias condições de saúde mental, tais como a depressão resistente ao tratamento (Cahart-Harris et al., 2016) abuso de substâncias (Bogenschutz et al., 2018), ansiedade relacionada com o fim de vida (Griffiths et al., 2016) e perturbação do stress pós-traumático (Mitchell et al., 2021). A cumulativa evidência científica dos benefícios a curto e longo prazo, bem como os ajustamentos legais que estão a ser realizados em vários países e o interesse do público em geral, está a levar a um crescimento da utilização destas substâncias em contextos psicoterapêuticos sendo, por isso, crítico que os clínicos tenham informação de qualidade sobre estas novas abordagens na intervenção clínica. Os profissionais de saúde mental, tendo em conta a sua formação e competências técnicas, encontram-se numa posição privilegiada para utilizar a psicoterapia assistida por psicadélicos de uma forma segura e informada, ou para dar o suporte necessário aos seus pacientes no processamento e integração das suas experiências psicadélicas. Estes profissionais devem conseguir providenciar informação rigorosa, actualizada e sólida sobre estas terapias, mesmo não estando interessados em aplicá-las na sua prática, de forma a reduzir riscos, providenciar orientação ética, aumentar o conhecimento e reduzir o estigma relacionado com a terapia assistida por psicadélicos (Davis et al., 2021). Estudos recentes realizados nos Estados Unidos da América, providenciaram uma primeira noção das atitudes e percepções de psicólogos e psiquiatras com prática ativa no país. Outro estudo realizado por Barnett e colegas (2018) com uma amostra de 324 médicos psiquiatras, mostrou uma tendência para uma percepção das substâncias psicadélicas como potencialmente perigosas e apropriadamente ilegais para uso recreativo. Contudo, entre os médicos psiquiatras mais novos, existiu uma percepção optimista do uso terapêutico das substâncias, reflectindo a maior exposição à evidência clínica positiva (Barnett et al., 2018). Relativamente às percepções dos psicólogos relativamente à terapia assistida por psicadélicos, um questionário transversal com uma amostra de 366 psicólogos clínicos a trabalhar nos Estados Unidos da América, providenciou alguma evidência (Davis et al., 2021). Os participantes expressaram atitudes cautelosas, mas positivas, demonstrando alguma preocupação relativamente aos riscos psiquiátricos e neurocognitivos. Os participantes também reportaram falta de formação sobre as substâncias psicadélicas e os seus efeitos (Davis et al., 2021). Em Portugal, a psicoterapia assistida por psicoterapia está a ser implementada no Hospital Beatriz Ângelo e também no Hospital Júlio de Matos. Recentemente, a Fundação Champalimaud recebeu fundos para a realização de um ensaio clínico com a aplicação da psicoterapia assistida por psicadélicos em pacientes com depressão resistente ao tratamento. Neste sentido, torna-se relevante e importante aferir as atitudes e percepções dos profissionais de saúde mental portugueses, relativamente às substâncias psicadélicas e a sua potencial aplicação terapêutica em condições de saúde mental.

Clique aqui para aceder ao questionário.

Existe um corpo crescente de literatura sobre as aplicações móveis de saúde digital e o seu potencial para prestar cuidados de forma acessível e económica. Esta tendência expandiu-se com a pandemia COVID-19 e a procura induzida por mais soluções de telessaúde, das quais se destaca a teleconsulta. Na mesma medida, existe uma relação médico-paciente bem documentada que demonstra que os pacientes, de forma geral, delegam as suas decisões sobre cuidados de saúde no profissional que os segue. Desta forma, compreender as atitudes e percepções dos profissionais de saúde relativamente a novas formas de rastreio, diagnóstico, ou tratamento prova ser um factor determinante do sucesso tido na implementação das mesmas. Com a disseminação em escala de aplicações móveis que visam o rastreio, diagnóstico, e tratamento de transtornos mentais, sobretudo apontados à ansiedade e depressão, surge a necessidade de entender as atitudes e percepções dos profissionais de saúde mental em Portugal face a estes mecanismos.

Clique aqui para aceder ao questionário.

RESULTADOS DE PROJECTOS DE INVESTIGAÇÃO

Em breve.